
Empresas de ambulância lidam diariamente com dados altamente sensíveis: nome completo, CPF, endereço, diagnósticos, medicações, histórico clínico, convênios e informações financeiras. Mas a pergunta é direta: Sua empresa está realmente protegida contra riscos jurídicos e vazamentos?
Desde a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709/2018), qualquer empresa que trate dados pessoais no Brasil precisa seguir regras rígidas de segurança e governança.
E no setor da saúde, o nível de exigência é ainda maior. Saiba como adequar a operação da sua empresa com essas dicas para LGPD para empresas de ambulância.
O que são dados sensíveis na área de ambulâncias e transporte de pacientes?
A LGPD classifica como dados sensíveis todas as informações relacionadas à saúde. Desde os dados pessoais do paciente, até sua história clínica, diagnóstico, anamnese, condutas tomadas, todas as informações referentes ao atendimento ou transporte do paciente é considerado um dado sensível.
No contexto de uma empresa de ambulância, isso inclui:
- Histórico clínico do paciente
- Diagnóstico informado na solicitação
- Uso de medicamentos
- CID
- Informações de plano de saúde
- Condições físicas e psicológicas
- Dados de menores de idade
Esses dados exigem proteção reforçada, controle de acesso e justificativa legal para armazenamento.
Se hoje essas informações estão espalhadas em grupos de WhatsApp, planilhas abertas (físicas ou digitais), fichas físicas sem controle, ou sistemas sem criptografia, a sua empresa está juridicamente vulnerável.
Armazenamento correto: o que a LGPD exige?
A LGPD determina que os dados devem ser:
✔ Armazenados de forma segura
✔ Protegidos contra acesso não autorizado
✔ Mantidos apenas pelo tempo necessário
✔ Rastreáveis (registro de quem acessou e quando)
✔ Passíveis de exclusão mediante solicitação
Isso significa que:
- Não basta “ter senha”
- Não basta “confiar na equipe”
- Não basta “guardar no computador da base”
É necessário ter sistema estruturado com controle técnico real. Com segurança de armazenamento e acesso. Com garantias que os dados sensíveis não sejam vazados ou fiquem disponíveis para terceiros.
Quem pode acessar os dados dos pacientes?
A LGPD trabalha com o princípio da necessidade.
Ou seja: Apenas quem realmente precisa daquela informação para executar sua função deve ter acesso.
Exemplos:
- O regulador pode acessar dados completos do chamado
- O faturamento pode acessar apenas dados administrativos
- O motorista não precisa visualizar histórico clínico completo
Empresas que não segmentam acessos estão assumindo risco jurídico desnecessário.
Quais são as multas por descumprimento?
As penalidades previstas na LGPD incluem:
- Advertência formal
- Publicização da infração
- Bloqueio dos dados
- Eliminação dos dados
- Multa de até 2% do faturamento anual, limitada a R$ 50 milhões por infração
Além disso, há risco de:
⚖ Processos judiciais por dano moral
⚖ Perda de contratos com hospitais e prefeituras
⚖ Danos irreversíveis à reputação da empresa
No setor da saúde, confiança é tudo.
Segurança da informação não é custo. É blindagem estratégica.
Empresas de ambulância que desejam crescer, participar de licitações ou fechar contratos com hospitais precisam comprovar organização, rastreabilidade e proteção de dados.
E é aqui que entra a diferença entre:
📉 Uma gestão improvisada
e
📈 Uma gestão profissional digital e segura
Como o Sirene protege sua operação
O Sirene, software da Metacare para gestão de ambulâncias, foi desenvolvido com foco em:
🔐 Controle de acesso por perfil de usuário
🔐 Registro de atividades (log de acesso)
🔐 Armazenamento estruturado
🔐 Organização centralizada das informações
🔐 Redução de exposição em grupos informais
Ao digitalizar sua operação com segurança, sua empresa:
✔ Reduz risco jurídico
✔ Profissionaliza a gestão
✔ Ganha credibilidade no mercado
✔ Se posiciona à frente da concorrência
LGPD para empresas de ambulância
A LGPD não é apenas uma obrigação legal.
Ela é um divisor de águas entre empresas que operam no improviso e empresas que operam com governança.
Se sua empresa de ambulância ainda utiliza processos manuais ou comunicação descentralizada para dados clínicos, o risco já existe — mesmo que ainda não tenha aparecido.
A pergunta não é se a fiscalização virá.
A pergunta é: sua empresa está preparada?



